Autora: Sónia Pintassilgo


Capítulo de livro (e-book) | Pintassilgo, Sónia (2019), Nascer.pt — Laboratório de Estudos Sociais sobre Nascimento. In D. M. Neves, M. Santos, & S. Pintassilgo (Eds.), Nascimento e outros debates: Género, parentalidade e criação (pp. 73–77). Lisboa: CIES- IUL.


Resumo: Este capítulo dá a conhecer, em traços gerais, o nascer.pt – Laboratório de Estudos Sociais sobre Nascimento. O nascer.pt consiste num projeto que resulta da identificação, por parte de um grupo de investigadores, da necessidade de reconhecer e desenvolver um campo científico emergente em Portugal, decorrente do cruzamento de diferentes áreas do saber, no qual se analisam e estudam, a partir de perspetivas teóricas e metodológicas diferenciadas, as condições do nascimento, o seu enquadramento social, político, cultural, institucional, bem como resultados decorrentes dessas realidades. Não se configura, aqui, o nascimento como um acontecimento reduzido ao momento do parto ou até da conceção. Entende-se o nascimento como um processo que começa muito antes desses momentos e das diferentes etapas que os interligam, sendo possível mapear um conjunto de dispositivos, normas e práticas sociais que o enquadram e o regulam.


Consultar: https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/20486

Autora: Vanessa Cunha


Livro| Cunha, V. (2007), O Lugar dos Filhos. Ideais, Práticas e Significados, Imprensa de Ciências Sociais


Autora: Teresa Joaquim


Livro | Joaquim, T. (2006), Cuidar dos outros, cuidar de si. Questões em torno da maternidade, Lisboa: Livros Horizonte.


Resumo: A arte de criar os filhos na idade da puerícia, essa arte de criação de humanos, fundamento de comunidade, no sentido arendtiano em que cada ser que vem é algo de novo que acontece à comunidade, se esta o acolher. E não existem humanos sem este condicional, a saber, as condições necessárias para que uma criança possa crescer a aparecer.
Ou, de outra forma, pensar na saúde das mulheres nas suas faces de cuidar dos outros, cuidar de si, pois é nesta dualidade que se desenha o mapa da construção de um indivíduo no feminino.


Consultar: https://www.almedina.net/cuidar-dos-outros-cuidar-de-si-1585327907.html

Autora: Teresa Joaquim


Livro| Joaquim, Teresa (1983), Dar à luz, ensaio sobre as práticas e crenças da gravidez, parto e pós-parto em Portugal, Lisboa: Etnográfica Press


Resumo: Um texto onde se conta a epopeia (portuguesa) de dar à luz um filho. Onde se desvenda o mundo em que os humanos se fazem e a que os homens são estrangeiros – o mundo da mulher, onde ela é a diferente, entre biologia e imaginário vivo. Textos de mulheres como L. Irigaray, M. Segalen e Y. Verdier ajudam a 1er a textualidade portuguesa que, desde o século xvii aos nossos dias, evoca esse mundo escondido a quem não pare. Um ensaio etnológico que transgride a distância metodológica, para pôr a nu o que há de comum às mulheres de outrora e às de hoje. O romance do mundo que primeiro soubemos e depois esquecemos. O romance do nascimento sempre novo do imaginário humano.


Consultar: https://books.openedition.org/etnograficapress/3586

Autor: Mário JDS Santos


Artigo| Santos, M. (2019), Augusto, A.; Clausen, J. A., Shabot, S. C. (2019) Essentialism as a form of resistance: an ethnography of gender dynamics in contemporary home births, Journal of Gender Studies, vol.28, Issue 8


Resumo: Feminist scholars have criticised the essentialist construction of femininity associated with ‘natural’ childbirth movements. Along these debates, planned midwife-attended home births stand as the typical representation of this counterculture. In this article, we present data from a multi-sited ethnography on Portuguese home births where we analyse how gender ideologies are reproduced and operationalised by families and home birth professionals. Our findings illustrate how home birth care and associated practices are configuring apparently contradicting gender ideologies. Essentialist perspectives, which conceive birth as an opportunity to reconnect with women’s oppressed femininity, coexist with non-binary conceptions of gender, where masculinity and femininity are regarded as fluid forms of energy that everyone has in different degrees, and where men are potentially welcomed in the birth setting, either as fathers or as professionals. Given the androcentric references of modern obstetrics and the marginal position of home birth, we argue that essentialism was constructed as a form of resistance.


Autora: Dulce Morgado Neves


Capítulo de livro (e-book)| Neves, Dulce M. (2019), “Maternidade naturalizada: roteiro de um projeto”, in Neves, D. M.; Santos, M.; Pintassilgo, S. (Orgs.), Nascimento e Outros Debates: Género, parentalidade e criação, Lisboa, CIES-IUL.


Resumo: Neste capítulo a autora apresenta uma pesquisa que teve por objetivo perceber como é que o naturalismo, enquanto referencial ético e normativo da contemporaneidade, se expressa no domínio da maternidade — em particular na gravidez, no parto e na criação dos filhos — e, por outro lado, que consequências é que a adesão a tais ideários acarreta para as relações de género, nomeadamente no contexto da vida familiar e da conjugalidade


Consultar: https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/20486

Autora: Catarina Barata


Artigo| Barata, C., Coutinho, L., Manfredi, F., & Schamarella, M. (2020). Doctoral research work and work of care: reflections in times of a pandemic. Fennia – International Journal of Geography, 198(1-2), 247–251.


Resumo: In the face of the pandemic, we have been forced to adopt strategies in order to balance our doctoral work at the same time as caring for our families. As the digital turn has pervaded both social and academic milieus, we consider the potentials and shortcomings of remote interactions and approaches and how they have impacted our work and personal lives. We focus on the challenges of balancing paid work and the unpaid work of care, as well as considering potential changes to the concept of care in terms of building a caring culture.


Consultar: https://fennia.journal.fi/article/view/99192

Autora: Amélia Augusto


Artigo| Santos, M., Augusto, A. (2016), ‘Se estava tudo bem, porque é que eu havia de ir a uma obstetra?’: identidade, risco e consumo de tecnologia médica no parto domiciliar em Portugal, Sociologia, Problemas e Práticas, 82.


Tema: Assistência ao nascimento/Cuidados perinatais


Resumo: O parto domiciliar contemporâneo é um fenómeno raro, pouco visível e, enquanto terreno empírico, é pouco explorado. Partindo de entrevistas a mulheres e casais que experienciaram um parto em casa planeado, o artigo pretende fornecer um primeiro retrato sociológico do fenómeno em Portugal. Este surge não como um retorno ao tradicional ou uma procura de uma experiência mística, mas antes como um acontecimento físico concreto, grandemente enformado por conhecimento científico e médico, que se inscreve numa procura de coerência identitária. Emergiram diversas perceções de risco social e de risco médico, tornando-se visível um consumo reflexivo de tecnologias médicas modelado por essas mesmas perceções. Ainda que destitua algum do protagonismo da medicina na gravidez e no parto, de facto não pode dizer-se que se trate de um fenómeno de desmedicalização


Consultar: https://journals.openedition.org/spp/2472

Autor: Amélia Augusto


Artigo| Santos, M. (2019), Augusto, A.; Clausen, J. A., Shabot, S. C. (2019) Essentialism as a form of resistance: an ethnography of gender dynamics in contemporary home births, Journal of Gender Studies, vol.28, Issue 8


Tema: ; Representações sociais e práticas da

Resumo: Feminist scholars have criticised the essentialist construction of femininity associated with ‘natural’ childbirth movements. Along these debates, planned midwife-attended home births stand as the typical representation of this counterculture. In this article, we present data from a multi-sited ethnography on Portuguese home births where we analyse how gender ideologies are reproduced and operationalised by families and home birth professionals. Our findings illustrate how home birth care and associated practices are configuring apparently contradicting gender ideologies. Essentialist perspectives, which conceive birth as an opportunity to reconnect with women’s oppressed femininity, coexist with non-binary conceptions of gender, where masculinity and femininity are regarded as fluid forms of energy that everyone has in different degrees, and where men are potentially welcomed in the birth setting, either as fathers or as professionals. Given the androcentric references of modern obstetrics and the marginal position of home birth, we argue that essentialism was constructed as a form of resistance.


Consultar: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/09589236.2019.1650256?journalCode=cjgs20