• Título

    “Uma coisa é aquilo que eu gostaria, outra é aquilo que será possível: Tempos de incerteza e a incerta transição para o 2º filho”

  • Autores:

    Cunha, Vanessa (2014).

  • Resumo:

    A fecundidade portuguesa é actualmente uma das mais baixas da Europa, quando nos anos 70 era ainda uma das mais elevadas. Desde então tem registado um declínio persistente, mesmo em anos mais recentes, quando a tendência europeia passou a ser de ligeira recuperação. Este declínio singulariza-se pelo adiamento do segundo filho. Adiar este nascimento passou a ser um comportamento reprodutivo comum, em parte responsável pela visibilidade das descendências de filho único.

  • Título

    O Risco e as Condições Sociais e Assistenciais da Maternidade em Portugal, Tese de doutoramento em Sociologia, Lisboa, ISCTE-IUL.

  • Autores:

    Sónia Cardoso (2014).

  • Resumo:

    O presente trabalho incidiu na análise do risco na saúde materna em Portugal. A manifestação desse risco está tradicionalmente associada a elevados níveis de mortalidade materna, fenómeno central mas não exclusivo da análise. Com efeito, numa sociedade onde as características de modernidade são definidas pela noção de risco e de reflexividade, a mudança de padrão dos níveis de mortalidade materna veio sugerir a incidência do risco da maternidade noutros acontecimentos, nomeadamente ao nível da morbilidade materna. Por outro lado, a ideia de que a maternidade continua associada a riscos remeteu a análise para as condições sociais e assistenciais do nascimento em Portugal.

  • Título

    “Trajetórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade”, Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Porto, APS.

  • Autores:

    Cunha, Vanessa (2012).

  • Resumo:

    Foram vários os países europeus que chegaram ao século XXI com baixos níveis de fecundidade e alguns viram o indicador diminuir ainda mais na última década, como foi o caso de Portugal.

    O adiamento da maternidade e a diminuição das descendências têm explicado em grande medida este declínio, mas a verdade é que alguns países registam uma incidência crescente de infecundidade (childlessness): mulheres que, voluntária ou involuntariamente, não têm filhos. Em Portugal este fenómeno tem sido pouco expressivo, se bem que importa perguntar se não estará o cenário em mudança.

  • Título

    Nascer em casa: a desinstitucionalização reflexiva do parto no contexto português, Dissertação de mestrado em Saúde, Medicina e Sociedade, Lisboa, ISCTE-IUL.

  • Autores:

    Santos, Mário João Duarte da Silva (2012).

  • Resumo:

    A opção pelo parto em casa, em Portugal, reveste-se de interesse sociológico pela complexidade das relações entre saberes, poderes e percepções do risco que são postas em jogo. A aproximação ao tema implicou o aprofundamento teórico de questões que se revelaram imprescindíveis para a compreensão dos fenómenos sociais que se criam e se reconfiguram em torno do parto em casa, como a medicalização da gravidez e do parto, as estratégias de delimitação de campos de saber e de acção sobre o parto e o recurso à tecnologia no controlo dos riscos associados à gravidez e ao parto.

  • Título

    “Os media e a construção social da infertilidade e da procriação medicamente assistida em Portugal”, Actas do V Congresso Português de Sociologia, Braga, APS.

  • Autores:

    Augusto, Amélia (2004).

  • Resumo:

    O conhecimento sobre a procriação medicamente assistida está disperso por uma série de canais difusores que o fazem chegar ao público, não estando, por isso, reservado aos meios convencionalmente designados para comunicar a ciência. As representações das tecnologias de reprodução estão presentes no cinema, na televisão, em revistas e em jornais. Estes produtos culturais reflectem e constróem imagens contemporâneas de infertilidade e reprodução. Conjuntamente, todas estas imagens contribuem para o conhecimento público sobre estas novas tecnologias e ajudam a construir o significado social de infertilidade.

  • Título

    “Infertilidade e reprodução medicamente assistida: definição de contextos e produção de significados” em Graça Carapinheiro (Org.), Sociologia da Saúde. Estudos e Perspectivas, Coimbra, Pé de Página Editores.

  • Autores:

    Augusto, Amélia (2006).

  • Resumo:

    O conhecimento sobre a procriação medicamente assistida está disperso por uma série de canais difusores que o fazem chegar ao público, não estando, por isso, reservado aos meios convencionalmente designados para comunicar a ciência. As representações das tecnologias de reprodução estão presentes no cinema, na televisão, em revistas e em jornais. Estes produtos culturais reflectem e constróem imagens contemporâneas de infertilidade e reprodução. Conjuntamente, todas estas imagens contribuem para o conhecimento público sobre estas novas tecnologias e ajudam a construir o significado social de infertilidade.

  • Título

    “Reprodução Medicamente Assistida: da definição dos riscos médicos à construção do risco social”, Actas do VI Congresso Português de Sociologia, Lisboa, APS.

  • Autores:

    Augusto, Amélia (2008).

  • Resumo:

    Até há bem pouco tempo, a definição e a gestão do risco baseava-se em assunções exclusivamente técnico-científicas. A teoria social do risco veio alterar este estado de coisas, incorporando na sua análise as dimensões sociais, culturais e políticas, que até então não eram tidas em conta.

    Ainda que com alguma frequência o debate médico, e muito esporadicamente o debate público levantem a questão dos riscos associados aos tratamentos de infertilidade e à reprodução medicamente assistida, os mesmos desenvolvem-se quase que exclusivamente em torno da noção biomédica do risco. Estudos na área das ciências sociais têm vindo a contestar este reducionismo e a apresentar riscos que não são usualmente identificados pela medicina da reprodução.