Autora: Virgínia Batista


Artigo| Batista, Virgínia (2016), “Os partos e as maternidades em Portugal (1889-1943) os casos nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra”, Revista de História Regional, vol. 21, no 2, pp. 364-388


Resumo: O objetivo deste artigo é debater os partos, e seus contextos familiares e sociais, realizados por médicos, a nível regional, em três cidades de Portugal – Lisboa, Porto e Coimbra- entre 1899 e 1943. As datas referem-se aos anos em que começámos e finalizámos as pesquisas nos livros de inscrição das parturientes, em duas maternidades de Lisboa. Pretendemosresponder a três questões principais: − Qual a visão política e social da época sobre o trabalho das mulheres? Houve evolução nos cuidados de saúde das parturientes e dos recém-nascidos? Que sistemas de proteção social foram concedidos às mulheres quando chegavam às maternidades? Seguindo diferentes fontes, concluímos que só as mulheres trabalhadoras mais pobres obtinham assistência social para os partos nos hospitais enquanto só algumas mulheres acediam à previdência social pelo mutualismo ou pelos empregadores.


Consultar: http://revistas2.uepg.br/index.php/rhr/index

Autora: Vanessa Cunha


Capítulo de Livro| Cunha, V. (2016) O adiamento do segundo filho. As intenções reprodutivas tardias e a fecundidade da coorte nascida em 1970-1975. In: Cunha, V., Vilar, D., Wall, K., Lavinha, J. e Pereira, P. T. (Orgs.), A(s) Problemática(s) da Natalidade em Portugal. Uma Questão Social, Económica e Política, pp.125-133, Imprensa de Ciências Sociais, Associação para o Planeamento da Família


Resumo: Não disponível


Consultar: Não disponível

Autor: MárioJDS Santos


Artigo | Sadler, M.; Santos, M. J.; Ruiz-Berdún, D.; Rojas, G. L.; Skoko, E.; Gillen, P.; Clausen, J. A. (2016); Moving beyond disrespect and abuse: addressing the structural dimensions of obstetric violence, Reproductive Health Matters, Vol.24, Issue 47


Resumo: During recent decades, a growing and preoccupying excess of medical interventions during childbirth, even in physiological and uncomplicated births, together with a concerning spread of abusive and disrespectful practices towards women during childbirth across the world, have been reported. Despite research and policy-making to address these problems, changing childbirth practices has proved to be difficult. We argue that the excessive rates of medical interventions and disrespect towards women during childbirth should be analysed as a consequence of structural violence, and that the concept of obstetric violence, as it is being used in Latin American childbirth activism and legal documents, might prove to be a useful tool for addressing structural violence in maternity care such as high intervention rates, non-consented care, disrespect and other abusive practices.


Consultar: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1016/j.rhm.2016.04.002

Autor: MárioJDS Santos


Artigo| Santos, M., Augusto, A. (2016), ‘Se estava tudo bem, porque é que eu havia de ir a uma obstetra?’: identidade, risco e consumo de tecnologia médica no parto domiciliar em Portugal, Sociologia, Problemas e Práticas, 82.


Resumo: O parto domiciliar contemporâneo é um fenómeno raro, pouco visível e, enquanto terreno empírico, é pouco explorado. Partindo de entrevistas a mulheres e casais que experienciaram um parto em casa planeado, o artigo pretende fornecer um primeiro retrato sociológico do fenómeno em Portugal. Este surge não como um retorno ao tradicional ou uma procura de uma experiência mística, mas antes como um acontecimento físico concreto, grandemente enformado por conhecimento científico e médico, que se inscreve numa procura de coerência identitária. Emergiram diversas perceções de risco social e de risco médico, tornando-se visível um consumo reflexivo de tecnologias médicas modelado por essas mesmas perceções. Ainda que destitua algum do protagonismo da medicina na gravidez e no parto, de facto não pode dizer-se que se trate de um fenómeno de desmedicalização.


Autora: Amélia Augusto


Artigo| Santos, M., Augusto, A. (2016), ‘Se estava tudo bem, porque é que eu havia de ir a uma obstetra?’: identidade, risco e consumo de tecnologia médica no parto domiciliar em Portugal, Sociologia, Problemas e Práticas, 82.


Tema: Assistência ao nascimento/Cuidados perinatais


Resumo: O parto domiciliar contemporâneo é um fenómeno raro, pouco visível e, enquanto terreno empírico, é pouco explorado. Partindo de entrevistas a mulheres e casais que experienciaram um parto em casa planeado, o artigo pretende fornecer um primeiro retrato sociológico do fenómeno em Portugal. Este surge não como um retorno ao tradicional ou uma procura de uma experiência mística, mas antes como um acontecimento físico concreto, grandemente enformado por conhecimento científico e médico, que se inscreve numa procura de coerência identitária. Emergiram diversas perceções de risco social e de risco médico, tornando-se visível um consumo reflexivo de tecnologias médicas modelado por essas mesmas perceções. Ainda que destitua algum do protagonismo da medicina na gravidez e no parto, de facto não pode dizer-se que se trate de um fenómeno de desmedicalização


Consultar: https://journals.openedition.org/spp/2472

Autora: Alexandra Tereso


Livro | Tereso, A. (2016). “Quotidianos Contemporâneos que Medeiam o Início da Vida: Conceitos, Realidades e Desafios”. In T. Rebelo, I. Ferraz, M. Quaresma, O. Fernandes & G. Carneiro (Eds.), Quando o Silêncio se Faz Fala: a Escuta na Aprendizagem do Cuidado de Enfermagem (41-56). Loures, Portugal: Lusodidata.


 

Tema: Assistência ao Nascimento/Cuidados perinatais
Resumo: A pertinência de reflectir sobre as várias dimensões que permeiam o início da vida emerge num contexto social em mutação no qual se desenrola a práxis do enfermeiro obstetra. Perante a vastidão de um território que tem tanto de fascinante como de complexo, impôs-se o mapeamento e a selecção dos problemas a abordar. Arriscando uma abordagem redutora e por isso criticável, optou-se por uma selecção pessoal que teve em consideração as coordenadas dominantes de uma área onde se cruzam quotidianos e experiências de cuidadores e de cuidados e onde cada silêncio pode ser o prenúncio de um grito que dá voz à dor, à felicidade ou até a um “início” de vida. Tendo como ponto de partida as limitações referidas, a escolha realizada destacará três áreas temáticas: – O contexto “contraditório” da sexualidade contemporânea no qual se revelam as proximidades e os distanciamentos entre a saúde sexual e a saúde reprodutiva em Portugal. – Os trilhos conceptuais do parto: a medicalização, a humanização, a naturalização, a mamiferização e a colonização. – Itinerários entre o “instinto” maternal, a homoconjugalidade e a homoparentalidade.


Consultar: https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/16165