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A emergência de maternidades “naturalizadas” como uma questão de igualdade e cidadania

Tem-me interessado perceber como é que o naturalismo, enquanto referencial ético e normativo da contemporaneidade, se expressa no domínio da maternidade — em particular na gravidez, no parto e na criação dos filhos — e, por outro lado, que consequências é que a adesão a tais ideários acarreta para as relações de género, nomeadamente no contexto da vida familiar e da conjugalidade. Numa fase mais recente da minha pesquisa, uma terceira nascente teórica começa a ser explorada e é relativa à questão da cidadania e dos novos movimentos sociais. Será́ com base nela que me proponho agora pensar o ativismo, ou os ativismos, em torno da parentalidade e do nascimento, em particular…